
“Minha memória não é mais a mesma!”
Esta é uma frase comum nas conversas do dia a dia, não é verdade?
E você? Já sentiu que a sua memória está falhando?
Você é jovem e já tem esquecimentos constantes?
Você tem medo de ter Alzheimer ou outro tipo de demência?
Fique tranquilo! A falha na memória ocorre em qualquer idade e pode ser exercitada!
Vamos entender!
Formação da Memória
A memória começa a se formar no momento em que recebemos uma informação que vem através dos órgãos dos sentidos, como tato, visão, audição, olfato e paladar. Um cheiro, por exemplo, chega ao seu nariz e é transformado em sinais neurais que o cérebro é capaz de processar e armazenar. E ele faz isso. Quando você precisa dessa informação, simplesmente a recupera. Mas, o problema é que nesse caminho que a memória percorre, muitos obstáculos podem ocorrer.
A Memória e a Idade
A faixa etária mais acometida por problemas de memória pode variar. Embora lapsos de memória sejam comuns em pessoas mais velhas, especialmente após os 60 anos, indivíduos mais jovens também podem experimentar dificuldades, especialmente em situações de estresse intenso ou fadiga. Mas, a prevalência de condições como a doença de Alzheimer aumenta significativamente com o envelhecimento.
Situações que Induzem a Perda de Memória:
– Falta de Atenção: Se você não prestou atenção na informação recebida, a sua memória já ficará prejudicada desde o início e quando você tentar recuperá-la, não conseguirá. Só o fato de você portar o portar o aparelho celular e estar conectado e atento às mensagens, já é suficiente para atrapalhar o processo de memorização. A sua atenção estará dividida e o que acontece ao seu redor não tem a sua total atenção.
– Estresse e Ansiedade – Essas situações aumentam os índices de cortisol, o hormônio do estresse. Essa substância em níveis elevados, resultará em dificuldades de concentração, deixando o cérebro sobrecarregado, reduzindo o desempenho no trabalho e nos estudos. Além disso, pessoas com altos índices de cortisol frequentemente se queixam de lapsos de memória. O cortisol, pode também contribuir para a instabilidade de humor, levando à irritabilidade e, em casos graves, até à depressão, além de provocar alterações estruturais no cérebro.
– Envelhecimento Natural: é a causa mais comum, mas pode ser agravada por doenças degenerativas como Alzheimer.
– Sono Inadequado: o sono é um elemento essencial para a memória e se não for adequado pode prejudicar inclusive a formação de novas memórias e de informações já armazenadas.
– Depressão: pode afetar a motivação, o foco, a energia, interferindo na capacidade de aprender e lembrar. Além de dificultar a aquisição, a depressão pode dificultar o acesso à memóri e pode até –
– Condições Médicas Diversas: Hipotireoidismo, Diabetes, Deficiências de Vitaminas, principalmente B12, Infecções, Lesões Cerebrais, Traumatismos Cranianos e Acidentes Vasculares Cerebrais, Tumores Medicamentos, Alcoolismo, Drogas, Desnutrição. Tudo isso pode atrapalhar a memória!
– Demência: É um termo geral para indicar um declínio nas funções cognitivas e que interfere nas atividades diárias. A Doença de Alzheimer, por exemplo, é a forma mais comum de demência, caracterizada pela degeneração progressiva das células cerebrais. As causas exatas do Alzheimer ainda não são totalmente compreendidas, mas fatores genéticos, alterações químicas no cérebro e a presença de placas e emaranhados de proteínas são considerados contribuintes. Outros fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar, diabetes, hipertensão e estilo de vida sedentário. O tratamento para a doença de Alzheimer e outras demências pode incluir medicamentos que ajudam a gerenciar os sintomas, como inibidores da colinesterase, que podem melhorar a função cognitiva em alguns pacientes. Terapias não farmacológicas, como terapia ocupacional e suporte psicológico, também são importantes para ajudar os pacientes a lidar com as mudanças em suas capacidades.
Consequências da Perda de Memória
As consequências advindas da memória fraca e das demências em geral, podem ser devastadoras, afetando não apenas a capacidade de lembrar informações, mas também a autonomia e a qualidade de vida. Os indivíduos podem ter dificuldades em realizar tarefas cotidianas, reconhecer pessoas próximas e manter conversas. Isso pode levar aos sentimentos de frustração, isolamento e depressão, tanto para os afetados quanto para seus cuidadores.
Dicas para Melhorar a Memória
Preste muita atenção em cada tarefa que executar. Mantenha uma rotina regular de sono. Exercícios físicos regulares também são benéficos, pois aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro. Além disso, atividades que estimulam o cérebro, como leitura, quebra-cabeças e jogos de memória ajudam a manter a mente ativa. Um estilo de vida saudável, dietas ricas em antioxidantes, evitar o tabagismo, controlar a pressão arterial e o colesterol e manter um peso saudável são medidas importantes.
Exercitar a memória é fundamental para mantê-la saudável. Algumas dicas incluem a prática de atividades que desafiem o cérebro, como quebra-cabeças, jogos de memória e exercícios de raciocínio lógico. A leitura é uma excelente forma de exercitar a memória, pois estimula a imaginação, melhora a concentração e amplia o vocabulário. Ler regularmente não apenas ajuda a reter informações, mas também promove a conexão de novas ideias com conhecimentos já existentes.
Quando buscar ajuda?
É importante saber quando procurar um neurologista para avaliação. Se os lapsos de memória se tornarem frequentes, se houver dificuldades em realizar tarefas cotidianas ou se a memória estiver afetando a qualidade de vida, é essencial buscar ajuda profissional. Um neurologista pode realizar uma avaliação detalhada, incluindo testes cognitivos e exames de imagem, para identificar a causa dos problemas de memória e propor um plano de tratamento adequado.
Resumindo…
Em resumo, a memória é uma função vital que pode ser afetada por diversas situações e condições. Manter hábitos saudáveis, exercitar a mente e buscar ajuda quando necessário são passos importantes para preservar a memória ao longo da vida. A leitura, em particular, é uma ferramenta poderosa que pode auxiliar na manutenção e no fortalecimento da memória, contribuindo para um envelhecimento saudável e ativo.
Fonte: Diversas.